Mudar para Portugal

Aqui vai o passo a passo e as principais dúvidas daqueles que planejam se mudar para Portugal. Uma estratégia que começa pelo cálculo do custo de vida fora do país, passa pela organização de documentos, autenticações, visto e termina com o custo de toda a burocracia de transferência para Portugal, incluindo aí despesas com aluguel, transportes e com os primeiros meses de adaptação (que, geralmente, custam mais que os seguintes). Para facilitar esse processo, nada simples, trabalhamos com uma agência que há mais de 14 anos cuida da parte burocrática e do acolhimento de estrangeiros que querem aproveitar a vida mais tranqüila e econômica de Portugal.

Partimos da análise do seu perfil, através de um simples questionário, onde é possível avaliar as suas reais possibilidades de entrada no país de forma legal, e prosseguimos com a organização de toda a parte burocrática. É importante saber que, apesar do crescente fluxo migratório ocorrido recentemente, Portugal ainda impõe limites para a entrada no país. Por isso, vale à pena, antes de organizar a viagem, saber se a mudança é efetivamente possível.

Vamos então às principais questões a serem levadas em consideração antes que você comece a sonhar com a sua vida na Europa.

Como qualquer outro país do mundo, Portugal também não quer imigrantes que precisem da ajuda do Estado para se manter. Desta forma, o fator econômico é primordial no momento da aceitação da sua transferência. Ter o mínimo necessário para sobreviver é imprescindível para entrar em um país onde o governo oferece de forma digna aos seus habitantes educação, saúde e os demais serviços sociais.

Quem pode se mudar para Portugal?

Não só os aposentados podem se mudar para Portugal; o país também está aberto para estudantes, profissionais (Arquitetos, engenheiros e técnicos de áreas similares; Auditores; Médicos, Psicólogos e dentistas; Professores, Profissões liberais, técnicos e áreas similares; Artista plásticos, músicos ou atores Gestores, administradores ; titulares de rendimentos (bens móveis ou imóveis, de propriedade intelectual ou de aplicações financeiras) , pessoas que podem comprovar renda e/ou profissionais que não desequilibrem o já frágil mercado de trabalho português.

Quanto tenho que ganhar para poder me transferir para Portugal como aposentado?

Digamos que você precisa ter disponível o mínimo para lhe garantir uma vida digna fora do seu país. Calculamos que, para a aprovação do visto, você deve dispor do valor mínimo correspondente a € 557 euros ao mês ( aproximadamente o sálario mínimo deles). Bens imóveis, aplicações, aluguéis a receber podem ajudar no processo de aprovação do seu visto. Apesar de ser considerado um país econômico, viver em Portugal em modo não extravagante, requer uma entrada mensal superior ao mínimo exigido pelo governo português.

Quais são os documentos necessários à sua mudança para Portugal?

Antes de solicitar o visto como residente não habitual (incluso aí os aposentados), certifique-se que de poder apresentar os seguintes documentos: Comprovante de rendimentos que possibilitem a residência em território português, por período não inferior a 12 meses, comprovativo de alojamento em Portugal (serve reserva em hotel ou carta convite de algum conhecido que já mora em Portugal), atestado de antecedentes criminais. Veja aqui a lista completa.

Quais documentos são pedidos ao chegar em Portugal?

Quem quiser mudar para Portugal, precisa organizar alguns documentos e comprovantes para tornar-se civilmente apto a viver no país. Ações de ordem prática como ir a um médico, abrir uma conta no banco, alugar um apartamento, arranjar um emprego, matricular os filhos na escola, dentre outros, exigirão de você documentos que são pedidos a qualquer cidadão português. Portanto, é importante, assim que chegar ao país, providenciar a confecção de tais documentos. Os mais importantes são : Nif (numero de identificação fiscal), indispensável para empregar-se, abrir conta em banco e fechar contratos  de luz, água, aluguel, etc.  O número Utente utilizado para ter acesso à assistência pública de saúde portuguesa sem que para isso você tenha que pagar o serviço privadamente. O NISS (Numero de identificação da segurança social), importante para quem pretende trabalhar ou de alguma forma utilizar os seguros sociais portugueses. É equivalente ao nosso INSS.

É possível trabalhar em Portugal?

Sim, é possível, mas digamos que não é bem para atrair mão-de-obra que Portugal está oferecendo vantagens para a entrada no país. Como em toda a Europa, em Portugal, os postos de trabalho são escassos e disputados entre os cidadãos do país, o que não lhe impede de entrar na concorrência. Para as vagas que não requerem uma especialidade como vendedor, garçom ou atendente, falar outra língua, além do português, pode lhe favorecer. Para os profissionais especializados, vale a pena enviar o curriculum para empresas sediadas no país, bem como procurar uma agência de recolocação profissional que possa lhe acompanhar nesse processo. Como aposentado, a sua possibilidade de trabalho é mais voltada para o empreendedorismo.

Mudar de país não é uma decisão simples e muitos fatores devem ser levados em consideração antes de se pôr em prática tal decisão. Fazer tudo com segurança e seguir os procedimentos legais é primordial para ter uma chegada tranqüila no novo país. Neste momento o improviso deve ficar de lado, pois seu destino está em jogo e, para que tudo dê certo, um planejamento correto e eficiente é essencial.

Antes de viajar, certifique-se que todas as suas dúvidas estejam esclarecidas e que a sua decisão esteja fundamentada em uma escolha sólida.